Classificação
Devido à progressão da DP, em 1967, Hoehn e Yahr classificaram-na em estágios, que representam o grau de dificuldade do paciente, variando de I a V. Estágio I: sinais e sintomas em um lado do corpo, leves e inconvenientes, porém não incapacitantes, usualmente presença de tremor em um membro; estágio II: sintomas bilaterais, disfunção mínima, comprometimento da postura e marcha; estágio III: lentidão significativa dos movimentos corporais, disfunção do equilíbrio de marcha e ortostático, disfunção generalizada moderadamente grave, estágio IV e V: sintomas graves, locomove-se por uma distância limitada, rigidez e bradicinesia, perda total da independência, respostas imprecisas a levodopa e doenças neuropsiquiátricas13.
Artigo fonte: Doença de Parkinson e exercício físico
Quadro clínico
O quadro clínico da doença se caracteriza por tremor, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, resultando em perturbações do tônus, posturas anormais e movimentos involuntários4,6. O tremor da DP é clinicamente descrito como um tremor de repouso, porém se exacerba durante a marcha, no esforço mental e em situações de tensão emocional5. A rigidez é caracterizada por uma hipertonia em todos os grupos musculares, o que resulta em uma rigidez difusa1. A bradicinesia é considerada o sintoma mais freqüente na DP7. A deambulação do paciente torna- se difícil quando há instalação da bradicinesia, porque, além da dificuldade na realização dos movimentos, ocorre perda da capacidade de realizar ajustes rápidos da ação muscular, que são necessários para manter o equilíbrio e iniciar esta ação1. A instabilidade postural resulta principalmente da diminuição dos reflexos posturais, decorrentes da doença. As alterações posturais compreendem uma postura tipicamente flexionada ou encurvada para frente. Os músculos flexores e adutores tornamse seletivamente mais contraídos, tanto nos membros superiores quanto nos inferiores4,5. Esta postura típica pode não ser notada na fase inicial ou leve, porém, com a evolução da doença, torna-se perceptível8. Na DP, há o fenômeno de bloqueio motor (freezing) que, associado à perda dos reflexos posturais, é responsável pela alta prevalência de quedas nos portadores da DP5,8. Apesar de as quedas serem a principal causa de morbidade e mortalidade em pacientes com DP, estudos sobre sua incidência e prevalência ainda são escassos9.
Artigo fonte: Avaliação do risco de queda em pacientes com Doença de Parkinson
Complicações
Diversas complicações secundárias podem se associar ao quadro existente, até mesmo porque a maior parte dos parkinsonianos são idosos.
Atrofia e fraqueza muscular secundárias ao desuso: quando não estimulado e exercitar-se, o paciente permanece a maior parte do tempo sentado ou inativo.
Alterações nutricionais: os parkinsonianos costumam perder peso devido a fatores como o aumento do gasto energético decorrente da movimentação patológica intensa; redução do apetite devido a náuseas, vômitos, mal estar estomacal; redução da sensibilidade do paladar e do olfato; dificuldade de mastigação e deglutição conseqüentes da rigidez facial (O´SULLIVAN; SCHMITZ, 1998).
Alterações respiratórias: provenientes da diminuição da expansibilidade torácica pela rigidez dos intercostais e das posições deflexão e flexo-adução do tronco e dos membros superiores respectivamente, além de uma discreta redução da capacidade vital.
Alterações circulatórias: devido a imobilidade pode surgir, principalmente, edemas de extremidades.
Osteoporose: em geral, conseqüente a inatividade, idade típica e dieta deficiente.
Contraturas e deformidades: ocorrem com freqüência e de maneira típica nos flexores, adutores e pronadores e rotadores externos, levando ao encurtamento muscular e a deformidade de tecidos moles.
Úlceras de decúbito: nos casos avançados, a inatividade prolongada e o repouso no leito podem levar ao desenvolvimento desta complicação.
Diversas complicações secundárias podem se associar ao quadro existente, até mesmo porque a maior parte dos parkinsonianos são idosos.
Atrofia e fraqueza muscular secundárias ao desuso: quando não estimulado e exercitar-se, o paciente permanece a maior parte do tempo sentado ou inativo.
Alterações nutricionais: os parkinsonianos costumam perder peso devido a fatores como o aumento do gasto energético decorrente da movimentação patológica intensa; redução do apetite devido a náuseas, vômitos, mal estar estomacal; redução da sensibilidade do paladar e do olfato; dificuldade de mastigação e deglutição conseqüentes da rigidez facial (O´SULLIVAN; SCHMITZ, 1998).
Alterações respiratórias: provenientes da diminuição da expansibilidade torácica pela rigidez dos intercostais e das posições deflexão e flexo-adução do tronco e dos membros superiores respectivamente, além de uma discreta redução da capacidade vital.
Alterações circulatórias: devido a imobilidade pode surgir, principalmente, edemas de extremidades.
Osteoporose: em geral, conseqüente a inatividade, idade típica e dieta deficiente.
Contraturas e deformidades: ocorrem com freqüência e de maneira típica nos flexores, adutores e pronadores e rotadores externos, levando ao encurtamento muscular e a deformidade de tecidos moles.
Úlceras de decúbito: nos casos avançados, a inatividade prolongada e o repouso no leito podem levar ao desenvolvimento desta complicação.
Artigo fonte: Atuação Fisioterapêutica na Doença de Parkinson